1 de outubro de 2008
o inevitável

Minha vida não cabe num texto, minhas palavras não cabem nas tortuosas linhas sem rosto.
Eu gosto das coisas descabidas, do infindável que não se enxerga, da sede insaciável de querer ser mais, dos sentimentos inevitáveis.
Aquilo de tentar dizer o que não sente e o outro perceber, sabe? Passando por cima de orgulho, quaisquer convenções e, acabar sorrindo depois do grito.
Os sentimentos inevitáveis e impossíveis, particularmente, são os melhores.
No fundo, nem que seja no fundinho, todos gostam do inevitável. }
Gostam de conhecer seus limites, insistirem que são satisfeitos e serem pegos nas peças dos caminhos, de jeito.
São nos sentimentos inevitáveis que capturo meus olhares mais bem conseguidos. Digo, sim, conseguidos, porque são fruto de intenso trabalho e dedicação: das tentativas nada exaustivas de tentar olhar o que me marca, de forma diferenciada e preferida. E fotografar mentalmente para publicar depois nos sonhos quentes cobertos pelos edredons . . .
São, também, nos sentimentos inevitáveis que me conheço.
Que me movo e me conheço. - I n e v i t a v e l m e n t e -