4 de janeiro de 2011
fragmentos de uma única pergunta



O que eu me pergunto sabe, é se ele tem ideia de que tem pra si, a pessoa mais doce e colorida do mundo, se sabe valorizar suas inquietações e reconhecer sua alma, o mais profundo dela. E no entanto... Eu também me pergunto se ele tem a menina que eu tive.
Eu me pergunto por um momento, se a moça por quem eu me apaixonei (no sentido factível da coisa), existe pra ele como existiu para mim. Se a hoje mulher se tornou mais rígida, ou se a menina se tornou ainda mais suave do que no auge de sua meninice. Se o cheiro continua adorável e floral, ou se ele deu lugar a um perfume chamativo... E se os olhos continuam brilhando, ou se tornaram-se ofuscados por uma maquilagem qualquer.
Me pergunto: será que tem nas palavras a mesma paixão liberta, inspirada por sua vida emocional aflorada ou, se na liberdade infinita das palavras escreve sobre paixões ilusórias, aprisionada por uma realidade estreita...
Eu me pergunto tanta coisa, imaginando se sei quem ela é ainda hoje...