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Consciência de águia


Aí o frio invade; com todo respeito - o vento.
O ruído na janela, que quer entrar no meu aconchego particular, tem voz dispersa e parece bradar .
}
Os antigos passos mudos das reticências escritas nas minhas tortas linhas: tagarelam exclamações. (!)
Gostei de me esquecer, pra viver outras de mim, só enquanto o barulho do vento não silenciava lá fora. Depois conheci exatamente as minhas asas.
Eu pude ser tufão, ser tempestade, até a brisa suave me carregar pra dentro de si, misturando aos seus movimentos, a minha alma. Agora já não sei onde começo e onde ela termina. Fizemos um acordo para a calmaria e impulso conviverem bem, e juntos.
Descobri que viver é minha maior responsabilidade, e ser carregada pela brisa cada vez mais alto... Com os pés longe do solo, é minha vontade realizável. Meu alto não é mensurável, tampouco inventado.
Ter Consciência de Águia, voar.
-
[Moça, olha só o que eu te escrevi:
"É preciso força pra sonhar e perceber
que a estrada vai além do que se vê" . . .
Sei que a tua solidão me dói e que é difícil ser feliz
(mais do que somos todos nós).
Você supõe o céu.
/
Sei que o vento que entortou a flor
passou também por nosso lar,
e foi você quem desviou
Com (seus) golpes de pincel.
Eu sei, é o amor que ninguém mais vê!
Deixa eu ver a moça
Toma o teu, voa mais!]
V
o
a
m
a
i
s
Além do que se vê -
Los Hermanos




Comentários

Gabriele Fidalgo disse…
Que lindo o seu blog! Adorei as xícaras rosas.

E ainda citando Los Hermanos no post. :) Voe, Má!

Um beijo!