30 de novembro de 2008
Há que colocar o chão nos pés . . .
(O lugar na cabeça e os is nos pingos)
Com a mesma vontade de descalçar os chinelos
(Descalçar a cabeça e, os is por consequência).

Já que se é claro,
Que o escuro das lógicas,
Sentido não faz . . .
E falar assim, de um jeito ao contrário,
É só mesmo pra quem não entende.
(Entendendo o que realmente importa)

Porque se lógica fizesse sentido,
Era só anotar num rodapé qualquer
O que se quer.
E se esforçar, até acontecer, né.
(Dizer: "ok, the end, happy ending . . .")
Quando o que movimenta mesmo,
Não tem nome,
(Tem sentido!) - com exclamação.

Não dá pra sair correndo,
Nem fingir um 'conseguir explicar' . . .
Reflexões baratas não, não alcançam os anseios
(De qualquer pessoa)

Não é querer mostrar o mundo,
Pegar pelas mãos e atravessar.
Cada um supõe o seu agora.
É acender do escuro da lógica
(Com setas claras de sincericídios)

Minha métrica é nula,
Corrosiva e aleatória.
Desde que seja verdade, existe.
Sobrevive das verdades
(E não só de uma)
Mata-se aos poucos pelos olhos,
Já que são os olhos que guardam,
Os esforços desnecessários
(do tempo, da vida).

Se tudo é tão real e bom,
Em cada pedaço e acorde,
Sem mais delongas,
É só viver desse jeito doce.
Agora e, sem o escuro da lógica
(Sem desespero de) . . .
Entender cada verso.


Marina Cruz

É Psicóloga por formação, Educadora por vocação e Falartista por opção.

2 comentários

  1. Sentir é uma forma de entender sem preocupação, e acho que cabe muito bem ao seu poema!

  2. ''...numa moldura clara e simples, (...) aquilo que se vê...''

    ;****

    palavras sempre belas.