29 de janeiro de 2009

Do que há em Luísa,
o querer é dança,
palco de ensaio, 
ação e desmaio,
improviso.

O querer sapateia.

Luísa muito fala, 
muito cala, 
muita alma.
Dá seus pulos
(ritmo desenfreado)
do balanço ao descanso.

O desejo samba.

Não pretende ter razão.
Nas mãos do mundo em suas mãos,
gira compasso imprevisível 
no exercício da intuição. 
Passos largos ao infinito.
voa livre em amplidão.

Luísa dança.

Da sua história, a margem.
Do seu sangue, a coragem.
Imperativo pessoal.
O que é aparente, 
só no de repente, 
não é de compreender.
É preciso mais olhares insuspeitos,
Pra arte acontecer.

Luísa dança e nos seus passos,
faz música também.




Marina Cruz

É Psicóloga por formação, Educadora por vocação e Falartista por opção.

1 comentários

  1. Cacau says:

    Adorei o poema, pequena! Você tem o dom, ein?