14 de julho de 2008
E se eu sou acalanto, eu fico.
Se os olhos marejam, eu sou.
Se os braços envolvem, realizo.
Se as cores têm mais cor, nós somos
um acalanto que mareja e é.


Vou buscar a serena aurora pra guardar numa caixa com furinhos. Talvez seja maldade, mas abrir e olhar a qualquer hora do dia aquele momento que suas mãos encontraram a minha (mesmo que você tenha feito cara de movimento involuntário), seria demais pra mim. Demais no sentido de bom.
Mas não vou deixar na estante, empoeirando. Vou colocar num pilar creme com relevos na entrada da casa. Ah, essa casa que guarda tanto de você. Nos azulejos, nos quadros, nas janelas... E também nas gavetas e cantinhos.
Vai combinar com a decoração, pode apostar.
Aí eu paro e penso:
{ Será que você tem a sorte de sempre estar nos momentos marcantes... Ou os momentos marcantes só o são por causa de você? }
Segunda opção com luzes piscantes e setas de Drive-Thru.
Meu acalanto é no teu canto, tua voz, teu encanto... (!)
Seu encanto cá no canto da sala-de-estar, me lembra que teu colo é meu abrigo, com fôlego ou sem.

Um canto?

Marina Cruz

É Psicóloga por formação, Educadora por vocação e Falartista por opção.

2 comentários

  1. ~Camila~ says:

    As vezes eu sinto que estou nesse canto aí ó
    MAS SÓ QUE MAIS ESCURO..
    as vezes mesinto encolhida num canto sozinha...

    meio triste! =/

    amei aqui
    beijos

  2. Agora que percebi que li o post e não comentei!
    Adorei o texto! Tão fofinho! *-*
    Adorei o "setas de drive-thru", by the ways!