16 de agosto de 2008
Nada mais que faça relutar.
~
Voar por aí afora,
descobrir aurora,
fantasiar asas minguantes.
(Asa cadente, voar na asa macia!)
V o a r
a í
a f o r a -
Calar escuro,
mastigar manhã,
morrer no colo e sobreviver.
Voar por aí, afora,
numa aura hora,
pintar esquadros,
de tinta e olhar
pro meu lar, sabiá.
Voar por aí afora,
sim afora,
e a qualquer hora
deitar na grama,
respirar fubá,
tocar madeira molhada
de orvalho e de luz.
Depois da aurora,
e do vôo afora,
deixar os raios entrarem
pela nossa janela,
tocando o café e os pés
(quentinhos da noite de inverno)
E voar por aí (afora!).
E se nada fizer sentido,
só, ser um, só,
na mesma direção
basta.
Voar por aí, afora.
Na nossa aurora,
a qualquer hora . . .
{ oras. }
Voar.


Marina Cruz

É Psicóloga por formação, Educadora por vocação e Falartista por opção.

4 comentários

  1. Como você consegue ser tão doce e tão fofa SEMPRE??? O.õ
    E a imagem é muito mordível!

  2. {... E se nada fizer sentido,
    só, ser um, só,
    na mesma direção
    basta.}
    Muiito boom maah :]
    sauudade.. beijão :*

  3. a doce paz de uma liberdade me evadiu agora.
    num sorriso discreto, como numa alegria de ter a boca cheia de bolo de fubá.

    uma delícia!

    ;)

  4. Que palavras leves, doces e agradáveis. :)

    beijoos!