2 de junho de 2009
Quanto me custa perceber
Que nem todos meus versos são expostos
Que nem todos meus afazeres saem do papel
Que nem todos os meus planos, acontecem.

As vezes o tempo escorre,
A fala encurta,
O gesto empobrece.

E minhas expectativas,
comigo,
por vezes, são meras.

Um movimento previsível,
mas mesmo assim estranho e,
exigente demais pra mim.

É bonito quando a vida me dá uns tapas,
E mostra o que é meu.
Essencial e induscutível.
Me dá saudade de mim.

Me fala: "Devagar, menina..."
Me alisa os cabelos e, revela
Que eu consigo assim.
Não de outro jeito, de outros e de outrem.
Do meu jeitinho,
de menina,
de mulher,
devagar.


"Quem tem por que viver pode suportar quase qualquer como." - N.--------





Marina Cruz

É Psicóloga por formação, Educadora por vocação e Falartista por opção.

5 comentários

  1. Cacau says:

    Primeiro devo dizer que a palavra de verificação foi um luxo! "luxin" - um mimo.

    Depois que gostei muito do poema...
    Marina e seus jeitinhos... enxerga-se em cada letrinha.

  2. Twilight says:

    Este comentário foi removido pelo autor.

  3. Twilight says:

    Essa frase é realmente muito boa. Um viva para Sir Nietzsche!
    Beijos Má!

  4. Paula says:

    OI Marina...passando aqui pela primeira vez para dizer que seu blog é ótimo, parabéns!

  5. Paula says:

    Opa, sim sim .... sou da JUFEM de Ibiporã...rs, vc é de Curitiba? Que saudade das gurias daí...da Luciana Rosana, da Thaysa, da Cames... ai ai ai rs...