4 de fevereiro de 2009
Quando eu era pequena, amava ursos de pelúcia. E ainda hoje. (!)

Penélope, primeiro presente que lembro-me nitidamente de ter escolhido.
Lembro-me sim e, como se fosse hoje de manhã: Minha mãe me pegou no colo, deu uma bela olhada na loja inteira e soltou de surpresa: "Pode escolher o que quiser.".

E eu, no auge dos meus 5 bem aproveitados anos de idade, e no meio de uma loja cheia de pinduricalhos, ursos de pelúcia enormes, brinquedos sofisticados e objetos cheios de luzinhas piscantes, não quis nem saber: Só olhei para aquela ursinha branca e pequena, com um macacão rosa, que todos passavam e não a viam e, que se apertassem suas mãos, as bochechas ficavam cor-de-rosa.

"Ela. Ela que eu quero, mãe. A Penélope!"

A cara dela não foi de espanto, mas de aprovação, apesar de ter questionado: "De onde tirou esse nome, menina?". Hoje, imagino que ela deve ter achado um tanto estranho e que não compreende até hoje porque deposito carinho nessa ursa.

Eu entendo muito bem! Não que eu saiba explicar, ou reduzir isso em "ah, é que ela foi o primeiro presente que eu escolhi!"... Não.
Também não encerra um apego infantil que carrego até os dias mais recentes... Nãe e não! Até porque guardá-la numa caixa em cima do guarda-roupas (caso o retrato do apego fosse real) parece uma atitude um tanto cruel e maligna. Mas e é isso que acontece: ela fica lá, na caixa, sim.
Não carrego ela pra onde vou, não durmo abraçada com ela, mas, só eu e a Penélope sabemos o que fizemos dos nossos dias!

Foi ela que me mostrou, desde muito cedo, que o que valia na vida era a simplicidade... Que eu tinha mesmo essa tendência engraçada de atribuir às coisas significados especiais mesmo que elas sejam pequenas e que quase ninguém as olhe.
Foi com ela que comecei a criar diálogos malucos e historinhas de começo-meio-e-fim.


É Penélope. . . 5 anos de idade, um pouco de imaginação e você.



Marina Cruz

É Psicóloga por formação, Educadora por vocação e Falartista por opção.

1 comentários

  1. Que lindo maa, claro, fofinho e encantador, rs.
    "É Penélope. . . 5 anos de idade, um pouco de imaginação e você."
    A nossa alma e o céu e a terra e o ursinho dos 5 anos bastam-nos.
    Querer mais é perder isto, e ser infeliz.