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chão nos pés

Há que colocar o chão nos pés . . . (O lugar na cabeça e os is nos pingos) Com a mesma vontade de descalçar os chinelos (Descalçar a cabeça e, os is por consequência). Já que se é claro, Que o escuro das lógicas, Sentido não faz . . . E falar assim, de um jeito ao contrário, É só mesmo pra quem não entende. (Entendendo o que realmente importa) Porque se lógica fizesse sentido, Era só anotar num rodapé qualquer O que se quer. E se esforçar, até acontecer, né. (Dizer: "ok, the end, happy ending . . .") Quando o que movimenta mesmo, Não tem nome, (Tem sentido!) - com exclamação. Não dá pra sair correndo, Nem fingir um 'conseguir explicar' . . . Reflexões baratas não, não alcançam os anseios (De qualquer pessoa) Não é querer mostrar o mundo, Pegar pelas mãos e atravessar. Cada um supõe o seu agora. É acender do escuro da lógica (Com setas claras de sincericídios) Minha métrica é nula, Corrosiva e aleatória. Desde que seja verdade, existe....

flor efêmera

Mal sabem as graças que perderam os meus olhos por não vê-la com cuidado: flor pequena, flor efêmera e tão linda. Das flores que se escondem e não fazem questão de antecipar, de esperar. Simplesmente o são, conjugando de propósito o presente do presente do presente. Tolo eu, que achava que ela estava ali o tempo todo, sempre pronta a esperar meus olhares. . . Ah, meus olhares, o que tem de mais os meus olhares? Olhares que hoje - eu sei - dedicaria somente a ela, flor efêmera. Se paro e penso, vasculhando na memória, cada pedaço de segundo de instante com a flor, não posso. Me rendo. Ela queria se fazer desconhecida a tudo, para que somente eu a notasse. E eu? Não prolonguei-me em conhecê-la. Ela tinha tanta vida . . . Ela me mostrou que não estava à espera, me ensinando de um jeito sutil (e com perfume) que a minha dedicação é que faria a diferença . . . O tempo das flores não é o mesmo do mundo. Os problemas das flores, não são problemas do mundo. Hoje eu sei, que meu mundo quer ser ...

o inevitável

Minha vida não cabe num texto, minhas palavras não cabem nas tortuosas linhas sem rosto. Eu gosto das coisas descabidas, do infindável que não se enxerga, da sede insaciável de querer ser mais, dos sentimentos inevitáveis. Aquilo de tentar dizer o que não sente e o outro perceber, sabe? Passando por cima de orgulho, quaisquer convenções e, acabar sorrindo depois do grito. Os sentimentos inevitáveis e impossíveis, particularmente, são os melhores. No fundo, nem que seja no fundinho, todos gostam do inevitável. } Gostam de conhecer seus limites, insistirem que são satisfeitos e serem pegos nas peças dos caminhos, de jeito. São nos sentimentos inevitáveis que capturo meus olhares mais bem conseguidos. Digo, sim, conseguidos, porque são fruto de intenso trabalho e dedicação: das tentativas nada exaustivas de tentar olhar o que me marca, de forma diferenciada e preferida. E fotografar mentalmente para publicar depois nos sonhos quentes cobertos pelos edredons . . . São, também, nos sentime...

Consciência de águia

Aí o frio invade; com todo respeito - o vento. O ruído na janela, que quer entrar no meu aconchego particular, tem voz dispersa e parece bradar . } Os antigos passos mudos das reticências escritas nas minhas tortas linhas: tagarelam exclamações. (!) Gostei de me esquecer, pra viver outras de mim, só enquanto o barulho do vento não silenciava lá fora. Depois conheci exatamente as minhas asas. Eu pude ser tufão, ser tempestade, até a brisa suave me carregar pra dentro de si, misturando aos seus movimentos, a minha alma. Agora já não sei onde começo e onde ela termina. Fizemos um acordo para a calmaria e impulso conviverem bem, e juntos. Descobri que viver é minha maior responsabilidade, e ser carregada pela brisa cada vez mais alto... Com os pés longe do solo, é minha vontade realizável. Meu alto não é mensurável, tampouco inventado. Ter Consciência de Águia, voar. - [Moça, olha só o que eu te escrevi: "É preciso força pra sonhar e perceber que a est...

Matizes

Eu acho que a gente tem alma violeta. Já tive vontade antes de ver a cor das coisas que não se vê, ver a cor do que paira em cima dos que estão se casando, ver a cor da alma de uma criança abraçadinha na mãe, ou então a cor do que fica em volta das famílias numerosas, comendo lasanha no domingo. Eu acho que nossa alma é violeta. Quando a gente acorda de manhã bem cedo, estica as pernas e faz careta, aí é colorida, só pode ser. E quando a gente segue de mãos dadas por ladeiras, ou durante carinho nos meus cabelos e susto da surpresa boa, deve ser meio vermelha. Nossa alma deve ter gradações das matizes mais bonitas, posso apostar. E há quem ache idéia de maluco, mas vai chegar um dia, em algum momento dos surreais que a vida dá de presente, que vai se perguntar carinhosamente, qual devia ser a cor daquele momento. E eu queria estar perto só pra dizer: "Maluquice te fez bem hein..." e sorrir como pra quem tem um segredo bem guardado. Não é tudo que merece uma co...

mantra do vôo sublime

Nada mais que faça relutar. ~ V oar por aí afora, descobrir aurora, fantasiar asas minguantes. (Asa cadente, voar na asa macia!) V o a r a í a f o r a - Calar escuro, mastigar manhã, morrer no colo e sobreviver. Voar por aí, afora, numa aura hora, pintar esquadros, de tinta e olhar pro meu lar, sabiá. Voar por aí afora, sim afora, e a qualquer hora deitar na grama, respirar fubá, tocar madeira molhada de orvalho e de luz. Depois da aurora, e do vôo afora, deixar os raios entrarem pela nossa janela, tocando o café e os pés (quentinhos da noite de inverno) E voar por aí (afora!). E se nada fizer sentido, só, ser um, só, na mesma direção basta. Voar por aí, afora. Na nossa aurora, a qualquer hora . . . { oras. } Voar.
{Nota minha nota que é pra te notar, Canta teu encanto que é pra me encantar} ;