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apelo de herói

Não acabem com os heróis. Não deixem os heróis se revoltarem, odiarem. Não criem heróis prepotentes, abusadores. Os heróis devem voar. Os heróis podem criar seus próprios pecados, e suas virtudes para combater. E que seja a luta com seus próprios "eus"- a mais importante da guerra. Mas os heróis não podem relutar diante da verdade. Os heróis não devem ser injustos. Devem se preocupar com o mundo, E não somente, com seu super-umbigo. Como é teu herói? Tem capa e espada? Flechas e armadura? Tem amigos, amores...família? E se angustiam por ter de escolher, entre sua própria paz e da do mundo? Os dilemas dos heróis são os mais deliciosos. São altos, elevados. Não terminam na primeira esquina. Os heróis precisam existir. Não podem ter jeito de gente, vida de gente. Crise de, gente. Até toda a fantasia acabar... Sucumbir... Fraquejar... Suspirar diante da maldade, Implorar por uma migalha de vida (!) Não implorem por vida, heróis. Deixem os heróis s...

adendo

Só um adendo: Tem olhado pra lua esses dias? Ela não estava amarela e grande como de outros dias de calçada, noites quentes, e corridas na rua "só pra falar a última coisa". Mas estava linda! Quis reparar bem de propósito, pra ver se enxergava algo diferente, sabe? Tinha que ter algo de diferente. E voir que la magie : haviam estrelas bem pequeninhas em torno, cuidando da lua clara. Essas estrelas viu, cuidando da lua! Veja só! Muito perspicazes... É tão bom se sentir cuidado... Cuidado das estrelas: que vêem as fases da lua, (mutáveis e lindas) e continuam sempre postas. Essas estrelas... Muito perspicazes! (risos) Aí eu entrei dentro de casa e a luz não tinha ido embora. Não vou pedir pra apagar a luz dos teus olhos, mas preciso dormir! Acordo cedo, sabe? Luz perspicaz...

Monólogo

E por que não calar a pressa, estapear os moldes e golpear as amarras? Por que insistir que não há tempo pra olhar o essencial, sendo que corremos tanto pra termos tempo suficiente pra sermos enfim, felizes? (Corrida desenfreada até o nada?) Por que deixar de dançar os ritmos mais doces não importa onde estivermos, ou então deixar de olhar o céu laranja ser engolido pelo azul em noites claras? É tudo esquecimento? É tudo falta de sensibilidade? Sensibilidade faz falta. Uma parada proposital no dia, pra aprender uma lição. Uma flor arrancada do galho da calçada, murcha e sem perfume, mas recolhida com amor pra entregar ao bem-me-quer. Uma observação sutil na rua, de uma criança a conhecer o mundo, com aqueles olhinhos pequenos e tão vivos. Uma corrida até o amor pra dizer uma palavra de carinho, ofegante e suada. Ou qualquer coisa que é olhada de dentro pra fora. Como as coisas devem ser. Sabe como é? Talvez, se um dia, eu conseguir apontar o simples às pessoas... O quanto a...

certas palavras erradas

Certas palavras me inquietam. Certas, erradas, e não outras. Elas parecem me servir, de um jeito enevoado e propositalmente censurado, para não vir à tona tão claramente. As vezes, quase frequentemente, me suscitam a imagem ínfima de uma guerra literária. Das pacíficas e frias e quase incontidas. Não das guerras gramaticais e de soldados que lutam pra ganhar: a de guerra que luta só pra guerrear. Como num jogo de inspirações e citações mal escondidas, ou de recados subentendidos, ou de qualquer coisa que signifique muito naquelas noites de solidão povoada, regadas a melodias agridoces. Tudo isso pra chegar num consenso declarado, de páginas reviradas que tomam sentido, de versos mal escritos que cubram as tropas vitoriosas com a capa da identificação. E de fato, não é e nem precisa ser a literatura o objeto primordial da direção dos ataques e recuos: são as idéias, os sentimentos, aquilo que de abstrato e tão intenso só a nossa linguagem consegue exprimir. Sabe aquelas festas de...

números

A menina levanta a mão: "Professor, e como calcula...Felicidade Média?" . . .

portas, janelas

Portas e janelas ficam sempre abertas pra sorte entrar. . . Entram por vezes, fragilidades, gostos de lágrimas, medo, necessidade de esperança. Portas e janelas deixam que entrem luz, carinho e sonhos bons. O vento toca as portas e janelas, permitindo que se fechem. A pureza de criança, intrínseca e inerente, dá um jeitinho de levantar os pés (ficando de ponta de bailarina) para forçar a maçaneta. "Nunca diga que não consegue, que as coisas são difíceis demais...Ser pequena é só um jeito de olhar..." Aproveitando a ponta de pé, já dança e voa pela sala, porque as preocupações se fazem cessadas... E moram num reino longe, longe. As mudanças (chuva ou Sol, dores e dissabores, êxtases e passos largos até o mais alto) geram, sim, crescimento. Não importa quando venham, elas que corram para alcançar, pois estará sempre arraigada em si mesma. Amando. Todo dia é dia de crescer. Todo dia é dia de olhar. Olhar coisas que ninguém vê. "As pessoas já não páram. Não olham para si......
. . . é como se as coisas que vivemos tivessem nos trazido até aqui, e nossa história tivesse regado pequenas semente-sensações, que hoje brotam e hão de brotar. . . Sim. . . não somos apresentados a cada momento, mas os reconhecemos logo de cara numa semelhança fina com os nossos íntimos sonhos. . . . . . .